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terça-feira, 12 de abril de 2011

Quem pagará o Pato? Ganso ou Pavão?

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Paulo Henrique preferiu ser chamado de Ganso.
Um apelido escolhido pra não esquecer sua origem, de como era chamado na categoria de base tão logo chegou ao Santos.
Tal fez recentemente Lucas que antes era chamado de Marcelinho, o futebol de Paulo Henrique decolou junto com seu apelido.
Uns o chamam de PH, bem assim na intimidade, mas quando o assunto é sério, é de Ganso mesmo que o chamam.
Ganso se consagrou em 2010 nas finais do paulista e foi figura importantíssima na campanha da Copa Brasil daquele mesmo ano.
Era ele, seu parceirinho Neymar e "Companhia Talentosa"(*), diga-se de passagem que os levaram ao auge.
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Com seu estrelato veio a fama, o dinheiro, as abordagens, as investidas, a nova casa, o novo carro e tudo o que alguém que chega ao apogeu no futebol poderia querer.
Porém, tempos depois, em pleno campeonato brasileiro e num dia fatídico Ganso se machuca. Lesiona o joelho e sai de cena de cabeça baixa e triste.
Em março de 2011, seis ou sete meses depois, a tão esperada volta do Ganso acontece. E que volta. Com direito a passe milimétrico e o gol da virada santista.
Em poucos minutos em campo e o mundo inteiro concluiu, Ganso está de volta. Que bom para o futebol.
Como no samba famoso de Paulinho da Viola entretanto, havia um porém. “Porém, ai porém...Paulo Henrique não era mais o Ganso que todos conheciam. Ganhou corpo, massa muscular, plumagem e postura diferente. Havia se transformado num Pavão.
Pavão, aquela ave ornamental que tem como exigência principal o poleiro.
Apesar da bela partida deste recomeço, os jogos seguintes foram marcados pela desconfiança geral.
Um tanto da sua torcida acha que está com a cabeça longe e que está tirando o pé e ao meu modo de ver é que vai demorar para PH virar Ganso novamente.
Enquanto o futebol não reaparece, o Pavão vive da fama do Ganso, aquele de 2010, com direito a polêmicas, forçações de barra para ser vendido e outras fofocas mais agudas.
Gostaria sinceramente de ver o Ganso de volta, sem polêmicas, sem frescuras e jogando aquele futebol participativo e decisivo que um dia jogou. Não só para o bem do Santos como da seleção brasileira.
Esta coisa de especulações na mídia e o balaio de fofocas em que se transformou sua carreira, não condizem nada com o seu futebol ético e moral que já jogou e pode ainda se Deus quiser jogar.
Este Pavão que está aí vive como disse de pose, de status daquilo que um dia foi.
No começo da carreira quando era aquele patinho feio, o vi e achei que tinha um potencial como daqueles artistas canhotos como Ailton Lira e Pita. Mas me decepcionou um ano inteiro até desanimar de que era mais um fiasco no futebol.
De repente ressurge como um Fênix e acende pra carreira com um futebol vistoso, elegante e decisivo como um dia pude nele imaginar.
Se este Pavão de hoje puder com humildade ser o Ganso que sempre foi, ainda restará um tico de esperança pra quem gosta de futebol e da moralidade.
Sabedor da gravidade da sua lesão, acho que não será tão fácil assim. Mas por estas e por outras, é que ele não deveria estar na mídia falando sobre contrato se seu futebol ainda for esta coisa incerta.
Aí vejamos na encruzilhada em que se meteu:
Quinta-feira próxima dia 14 de abril de 2011 tem um jogo cujas fichas santistas estão depositadas nele e somente nele. Se acha-se assim maior ou igual a Neymar, se tem ciúmes ou não, se acha que lá fora o valorizam mais ele do que seu time de “coração”, se é amigo do Leonardo e fala todo dia com ele ou não, se vai pra times rivais ou não, se usa segurança ou não, se vai cumprir o contrato até 2015 ou não, se vão baixar sua multa ou não, o que estará em jogo é a sua capacidade de decidir sozinho em condições totalmente adversas, como o craque extraordinário que todos imaginam que foi e sempre será.
Se como no principio se portar como um patinho feio e deixar pairar qualquer dúvida e segurança no seu modo de atuar, sua carreira ficará sob suspeita pra todo o sempre.
Logo, o Pavão emplumado num dezembro precoce, perderá suas penas rapidamente e nós seus torcedores de plantão faremos a tão singela pergunta:
Meu caro Paulo Henrique, quem dos dois pagará o Pato? o Ganso ou o Pavão?
Torço para a vitória do Santos, pois
“Graças ao Nosso Deus do Céu, Somos Santos na Terra”

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ganso: o que há por trás desta irredutibilidade

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Já lhe ocorreram saber o que está por trás desta decisão do Ganso de sair do Santos a qualquer custo.
Ou melhor, onde está a nossa culpa? Leia-se dirigentes, técnicos, amigos e torcedores seus?
No ano passado o Neymar seu parceirinho e "irmão" passou pela maior decisão da sua vida e rejeitou um naviozão de dinheiro pra ser feliz jogando no Santos.
Na época, quem sabe, entre outras coisas propostas e pensadas, convenceu-se a continuar no ambiente que nasceu, conhece , ama e jogar ao lado do seu "irmão" Ganso e formar a dupla vencedora também na Seleção.
Na vez do Neymar falou mais alto o coração com certeza e daí pra frente tirou a carga dos seus ombros e passou a pensar só em jogar bola.
Do lado do Ganso, o tratamento seria igual ao fazer o seu plano de carreira. Melhor ainda, ele tinha um parâmetro de valores, projeto, importâncias e a base que seu parceiro tomou para decidir ficar.
Mas, por azar Ganso teve aquela “grave contusão” e então... ADIOU-SE a conversa.
Ou ele não gostou deste adiamento ou sofreu tanto nesta época ao mesmo tempo em que desprezado ou maltratado que sua determinação em sair mais parece uma resposta aos seus eventuais "algozes" do que sua vontade de ficar.
Como já mostrou em situações dentro do campo, sabemos que personalidade não lhe falta. Já me incomodava nas suas entrevistas se referindo a ele na terceira pessoa e sem falta modéstia autodenominar-se talentoso.
Geralmente os grandes maestros são humildes e falam que jogam sua bolinha. Já Ganso preferia dizer que em breve estaria nos campos “mostrando todo o seu talento”.
Esta personalidade dele é que me dá a certeza que uma palavra só neste imbróglio todo seria o suficiente para acabar com as fofocas e silenciar a mídia devoradora e o torcedor impaciente.
Para ficar bastava fazer o que Neymar fez.
Para sair, bastaria dizer que não está com cabeça para jogar e que precisa ficar longe deste ambiente pesado e que só poderá piorar dependendo dos resultados dos jogos e seu rendimento em campo.
Porém, o que passa até então para nós torcedores é a imagem de uma pessoa fria e calculista, que arquitetou enquanto convalescente junto com seu "staff" uma forma cruel de forçar sua saída a todo custo, obstante a vontade inclusive de seus familiares que preferem que ele fique no Santos.
Desde sua frieza ante a situação com Giovanni, passando pela visita ao ex-presidente Marcelo Teixeira até as últimas informações da imprensa, mostra-nos uma pessoa cujos atos são de amargura, ressentimentos e porque não dizer “vingativos” ante a imagem inteligente, alegre e prodigiosa que passa jogando seu belo futebol.
Desde seus primeiros anos no profissional, quando ainda que com alguma habilidade, parecia lento, desinteressado e até em alguns momentos parecia dormir em campo, até explodir com aquele time vitorioso do ano passado, toda a paciência e reconhecimento, energia, alegria e vibração positiva lhe foram passadas até mesmo no momento mais difícil da sua contusão.
Uns e outros da mídia e até alguns técnicos e ex-jogadores preferiam aguardar, que era novo que precisava mostrar mais, ganhar títulos de expressão, etc... pra ser convocado pra seleção.
A torcida, porém não titubeou nunca e em uníssono nacional lhe pedia a amarelinha, enquanto uns e outros preservavam o Kaká.
Quando estreou pela seleção e encantou o mundo, só nós mesmos poderíamos dizer: “eu já sabia”.
E agora este momento indigesto e chato como se jogar no Santos fosse a coisa mais insuportável do mundo, que qualquer time da ou de marginal lhe fosse uma saída melhor do que continuar brilhando com a 10 que foi de Pelé?
Por que Ganso?
O que fizeram pra você? Quem errou? Aonde erramos?
Cabe a nós alguma culpa? Explicae...